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sexta-feira, 31 de julho de 2015

Rolo de macarrão vira item indispensável em lipoaspirações

Da cozinha para o centro cirúrgico

Esticar a massa e deixá-la lisinha. Foi assim, com esta simples ideia que há séculos faz sucesso no mundo todo, que o cirurgião plástico Dr. Marco Cassol transformou o rolo de macarrão em um utensílio fundamental em cirurgias de lipoaspiração ou lipoescultura.

O rolo funciona como um potencializador de resultados. Ele consegue moldar imediatamente o tecido, deixando logo abaixo da pele mais regular e homogênea.

E não é preciso esperar alguns dias de pós-operatório para realizar o procedimento, como nas tradicionais sessões de drenagem linfática. “O rolo deve ser aplicado no próprio centro cirúrgico, durante a cirurgia. Isso porque o paciente ainda está anestesiado, o que favorece a aplicação sem desconforto”.

O procedimento dura em média 10 minutos e é realizado com um rolo de aço inoxidável e autoclavável, ou seja, esterilizável. “Ele passa pelos mesmos cuidados dados a todos instrumentos cirúrgicos e o risco de infecção é zero”, argumenta o cirurgião, acrescentando que “mesmo sendo pesado, pode ser passado junto às costelas, sem áreas contraindicadas”.

Como a pressão é uniforme, as eventuais irregularidades que possam ficar após a lipoaspiração são distribuídas pelo tecido gorduroso, diminuindo o inchaço e a possibilidade de irregularidades, deixando a pele lisa. Outra boa notícia é que a “uniformização do tecido gorduroso translipoaspiração” afasta a temida celulite. O médico explica que o procedimento diminui muito a possibilidade de fibrose nos locais lipoaspirados, que formam aquelas cicatrizes exageradas, aqueles locais que ficam “mais durinhos”. “É um trabalho de equipe: a solução vasoconstritora age para diminuir o sangramento e infiltrar a gordura, a cânula de lipoaspiração descola e aspira a gordura e o rolo de massa uniformiza o tecido que permanece no paciente”.

Sobre o Dr. Marco Cassol
Marco Cassol é cirurgião plástico membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Com mais de 15 anos de experiência, é formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e especialista em cirurgia da face. Site: www.marcocassol.com.br.

terça-feira, 21 de julho de 2015

10 dicas do que não fazer no pós-operatório de uma cirurgia plástica

Comportamentos como dormir mal, comer errado, cigarro e estresse podem prejudicar a cicatrização, determinando a aparência das cicatrizes pós-cirurgia plástica


O cirurgião plástico membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, Marco Cassol, enumera as dez atitudes que fazem com que a cicatriz apareça mais do que a beleza de um novo nariz, abdômen ou contorno corporal. Saiba como evitá-las:

1 – Fumar: uma das coisas mais importantes no pós-operatório é parar ou diminuir muito o cigarro, e isso deve ser combinado antes da cirurgia. Se possível, suspender o cigarro antes da cirurgia e combinar com o médico a necessidade de suporte medicamentoso. O mínimo aceitável de fumo é nada, mas é melhor diminuir do que não fazer nada.

2 – Parar de comer ou comer errado: a nutrição e o aporte proteico e de vitaminas contribuem muito na cirurgia. Não é preciso mudar completamente a alimentação, mas deve-se adicionar à dieta frutas, verduras e proteína, animal ou vegetal, como soja, carne, leite e ovos. Também podemos receitar o Cubitan, que é um suplemento como se fosse um tipo de iogurte. Neste caso, nem precisa ser um por dia. Meio já oferece esse aporte proteico extra.

3 – Não controlar os níveis: em pacientes com doenças crônicas, a que mais compromete a cicatrização é a diabete, mas também tem a pressão alta e a insuficiência renal. No pós-operatório, o paciente precisa estar com este problema compensado, ou seja, dentro dos padrões aceitáveis.

4 – Pensar que toda cirurgia é igual: há peculiaridades. Em pacientes que passaram pela cirurgia bariátrica (redução de estômago), o cuidado com a anemia e o déficit de vitaminas precisa ser redobrado. É preciso fazer exames antes da cirurgia e ter todos os níveis controlados, inclusive no pós-operatório. Para estes pacientes também pode ser administrado o Cubitan.

5 – Dormir pouco ou mal: pode parecer uma bobagem, mas cuidar da quantidade e da qualidade do sono é muito importante. As pessoas não se atentam para isso e acabam não tendo o sono REM (fase dos sonhos). O sono ideal é de oito horas ininterruptas.

6 – Estressar-se: o paciente deve aproveitar esse momento da cirurgia para diminuir o ritmo e se autoavaliar, se sentir, se enxergar. É um momento único, inclusive de reavaliação emocional.

7 – Usar drogas: os alucinógenos causam desconexão e queremos que a pessoa esteja conectada. Dessa forma, mais rápida é a recuperação.

8 – Não fazer o que o médico orientou: seguir as prescrições médicas é fundamental para uma boa recuperação. Se o médico pediu para usar cinta e fazer drenagens linfáticas, por exemplo, é porque é realmente importante. E no tempo que ele determinou.

9 – Descuidar da cicatriz: duas coisas que fazem com que ela fique com boa qualidade são a vascularização (aporte sanguíneo) e a tensão (quanto maior, mais alargada ficará a cicatriz). Por isso, não se deve expor a cicatriz a uma tensão excessiva, o que inclui os exercícios físicos.  O retorno às atividades físicas ocorre em no máximo dois meses; a média é de um mês e meio, com uma evolução progressiva.

10 – Usar qualquer coisa na cicatriz: sempre seguir a orientação do médico sobre placa de silicone, filme plástico cicatrizante, cremes para cicatriz e outros tratamentos para cicatriz hipertrófica e queloide, como laser de CO2, dermaroller, infiltração de triancinolona, betaterapia. Além disso, é fundamental usar o curativo de micropore pelo tempo estipulado pelo médico.

Sobre o Dr. Marco Cassol
Marco Cassol é cirurgião plástico membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Com mais de 15 anos de experiência, é formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e especialista em cirurgia da face. Site: www.marcocassol.com.br.


terça-feira, 9 de junho de 2015

Conheça a cirurgia de feminização, feita pelo padrasto de Kim Kardashian

Cirurgia é uma das mais procuradas por transexuais e trangêneros e envolve, por exemplo, rinoplastia e raspagem do pomo-de-adão


O ex-atleta norte-americano Bruce Jenner, medalhista olímpico em 1976, agora se chama Caitlyn Jenner.

A mudança não está só no nome. Aos 65 anos, o padrastro de Kim Kardashian e pai de seis filhos de três casamentos passou por mudança de sexo, implante nos seios e acaba de realizar a feminização da face, para tornar os traços do rosto mais delicados.

O procedimento de feminização consiste em descolar o couro cabeludo, puxá-lo para frente do rosto e depois costurá-lo novamente à pele, com cicatriz quase imperceptível e redução do tamanho da testa.

O cirurgião plástico Marco Cassol está disponível para entrevistas e pode dar detalhes sobre a cirurgia e outros procedimentos menos invasivos para deixar o rosto mais feminino.

Dr. Marco Cassol
Cirurgião plástico com mais de 15 anos de experiência, é especialista em cirurgia da face e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
Site: www.marcocassol.com.br.

terça-feira, 26 de maio de 2015

Lutadores de jiu-jitsu recorrem à plástica para proteger orelhas

Otoplastia é opção para corrigir orelhas de abano causadas por lutas de jiu-jitsu
 
Para muitos praticantes de jiu-jitsu, as orelhas inchadas e inflamadas são como um troféu que demonstram o quanto se dedicam ao esporte. Chamada de condrite crônica, essa inflamação da cartilagem é causada por trauma repetitivo e, caso infeccione, pode levar a uma reabsorção da cartilagem. Para evitar danos maiores, muitos lutadores têm recorrido à otoplastia, a cirurgia corretiva de “orelhas de abano” para proteger as orelhas durante as lutas. 
“Por causa da condrite, as orelhas vão abrindo e ficam ‘de abano’. Muitos lutadores me procuram para ‘colar’ as orelhas o mais próximo possível da cabeça”, diz o cirurgião plástico Marco Cassol, da capital paulista. O médico conta que os médicos hipercorrigem as orelhas abertas, deixando-as bem rente à cabeça, porque a cartilagem tem “memória” e tende a voltar a sua posição anterior.
O lutador que opta pela otoplastia deve estar ciente de que, depois da cirurgia, é preciso ficar ao menos dois meses longe do tatâme e um mês usando faixa. “Na primeira semana depois do procedimento, a faixa deve ser usada por 24 horas. Depois, apenas à noite para dormir”, orienta o médico.

Sobre Dr. Marco Cassol
Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. 

terça-feira, 12 de maio de 2015

Vício em cirurgia plástica é transtorno psiquiátrico que precisa de tratamento

Para algumas pessoas, olhar-se no espelho é quase uma tortura. Mais do que estarem insatisfeitas com a própria imagem, elas se percebem de uma maneira equivocada e tendem a não gostar da própria figura, procurando soluções em cirurgias plásticas e tratamentos estéticos para mudar o que as incomoda. Esse vício da beleza, todavia, esconde uma doença psiquiátrica séria: a dismorfofobia corporal ou síndrome dismórfica.
“A definição é a de um transtorno psiquiátrico na qual o paciente se enxerga diferente daquilo que mostra o espelho. O diagnóstico é muito difícil e o assunto, embora conhecido, é pouco debatido entre os médicos”, conta o cirurgião plástico Marco Cassol, da capital paulista. A busca desenfreada por cirurgias corretivas acaba, muitas vezes, colocando em risco a saúde geral do portador de dismorfofobia. “Há mulheres que chegam a realizar dezenas de cirurgias plásticas”, destaca o médico. Sem falar nos riscos que qualquer cirurgia implica.

A dismorfofobia corporal tem “vítimas” famosas, como o cantor Michael Jackson, a cantora Gretchen e até mesmo o modelo Celso Santebañes, conhecido como Ken Humano. “Todo exagero é ruim. O paciente que sofre de dismorfofobia se sente angustiado com a aparência e, por mais que se coloquem os riscos e se imponham limites, ele vai em busca de um médico que o opere para mudar o que ele acha que está errado. Se o que incomoda é o nariz, ele opera até perder a função, e nunca fica satisfeito”, conta Cassol.

A pessoa que sofre deste transtorno dificilmente aceita que tem o problema, tornando o tratamento difícil de ser ministrado. “Acho que é preciso debater mais o assunto para ajudar a livrar essas pessoas do sofrimento que elas vivem de estarem em um corpo que elas não aceitam”, conclui o médico.

Sobre Dr. Marco Cassol
Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. 

terça-feira, 5 de maio de 2015

Aumento das mamas é a cirurgia mais procurada pelo público teen

Cirurgião plástico alerta que prótese de mama em adolescentes só deve ser feita depois da maturação endócrina, que acontece quatro anos depois da primeira menstruação.

A adolescência é uma fase de diversas mudanças no corpo e na personalidade dos jovens. Quando se sente inadequada no próprio corpo, a adolescente fica com baixa autoestima, podendo desenvolver problemas emocionais como ansiedade, pânico e depressão. Muitas lançam mão das cirurgias estéticas para corrigir o que julgam ser defeitos no próprio corpo e recebem o apoio dos pais.

No consultório do Dr. Marco Cassol, cirurgião plástico de São Paulo (SP), a cirurgia mais procurada pelo público teen é a colocação de prótese de mama. Esse tipo de cirurgia pode ser feito em adolescentes, desde que exista o consentimento dos pais, o bom-senso do médico quanto ao tamanho da prótese, e desde que a paciente tenha passado pela maturação endócrina. “Esse amadurecimento acontece quatro anos depois da menarca, a primeira menstruação. Como a mama é uma glândula endócrina do corpo que responde aos hormônios, é preciso esperar esse tempo mínimo para ver qual será o verdadeiro tamanho dos seios da moça”, explica o médico.

Os pais devem não apenas apoiar as filhas nesse tipo de procedimento, como respeitar as indicações e limites impostos pelo cirurgião plástico. “Elas chegam ao consultório com mamas muito pequenas e, às vezes, não tem pele suficiente para colocação de uma prótese grande, mas querem uma prótese de 400 ml para realizar a fantasia de que vão se sentir mais mulher com uma mama maior. Não dá! Tem que ser uma prótese menor para respeitar o tamanho do tórax da paciente e a quantidade de pele. Talvez no futuro seja possível trocar por outra. Próteses muito grandes podem cair com o tempo e a pele pode distender, formando estrias que serão marcas permanentes depois”, conclui Dr. Marco Cassol.

Sobre Dr. Marco Cassol
Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.